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2017. IMPACTO DA RESISTÊNCIA AO GLYPHOSATE EM GENÓTIPOS DE AZEVÉM E DE CAPIM-PÉ-DE-GALINHA


Teses e Dissertações

Autor(es): Arthur Arrobas Martins Barroso

Data: 2017

 

 

Palavras-chave: Eleusine indica, fitness, Lolium multiflorum, proteômica, resistência


Resumo:

As culturas agrícolas estão sujeitas a conviver com plantas
daninhas que podem, em determinadas situações, reduzir seu potencial genético de
produção, causando prejuízos. Na maioria das vezes, devido à praticidade e ao
custo, essas plantas são controladas pela aplicação de herbicidas, o que se
denomina de controle químico. Dentre os produtos utilizados, está o glyphosate, que
nos últimos anos vem sendo usado de maneira repetitiva devido à presença quase
que exclusiva de culturas tolerantes a esse herbicida, como a soja, o algodão e o
milho. Com isso, a utilização desse herbicida vem selecionando, nos últimos anos,
plantas que apresentam adaptações para resistir a sua ação, dentre elas o azevém
e o capim-pé-de-galinha. A resistência pode ser causada por diferentes
mecanismos, envolvendo ou não a enzima-alvo de atuação do herbicida. Para o
glyphosate, essa enzima é a 5-enolpiruvilshiquimato-3-fosfato, e essa pode
apresentar mutações simples ou duplas. Essas mutações, além de afetar a
tolerância da planta ao herbicida, podem modificar a fisiologia e o metabolismo da
espécie, tornando-a mais ou menos adaptada ecologicamente, o que é denominado
de fitness. Este trabalho teve por objetivo estudar os impactos da resistência ao
glyphosate nas duas espécies supracitadas. Em um primeiro trabalho, plantas de
azevém resistentes ao glyphosate foram comparadas a plantas suscetíveis quanto a
seu perfil metabólico e proteico antes e após a aplicação do herbicida. As plantas
suscetíveis apresentaram maiores níveis de aminoácidos produzidos derivado da
rota do ácido chiquímico e menores teores de glyphosate em suas folhas, 72 horas
após a aplicação do herbicida. Observou-se que as plantas suscetíveis
apresentaram maior desenvolvimento, maior expressão de proteínas ligadas ao
sistema fotossintético do azevém e expressão diferencial de proteínas ligadas à
defesa vegetal contra estresses, ausentes nas plantas resistentes. Após a aplicação
do herbicida, as plantas suscetíveis morreram, e as resistentes sobreviveram,
passando a expressar, também, a enzima EPSPS sintase, sendo esse um dos
mecanismos de resistência encontrados para a espécie. Em um segundo trabalho,
avaliaram-se, em dois experimentos, os impactos da resistência ao glyphosate,
causados por mutações simples ou duplas, no capim-pé-de-galinha, e seus efeitos
na cultura da soja. O desenvolvimento e a fecundidade do capim-pé-de-galinha são
pouco afetados pela mutação simples na posição 106 da enzima EPSPS, na
ausência do glyphosate. Por outro lado, a mutação dupla da enzima nas posições
102 e 106 gera elevados custos no desenvolvimento e na reprodução das plantas.
Quando se aplica o herbicida, a situação inverte-se. Plantas com a presença de uma
mutação passam a sofrer intoxicação com o herbicida, chegando, inclusive, a
morrer, enquanto se observa sobrevivência total de plantas com duplas mutações.
Quando em convivência com a soja, na ausência do herbicida, tem-se a cultura mais
afetada pela convivência com os genótipos suscetíveis e com uma única mutação.
Na presença do herbicida, nas condições observadas, a interferência das plantas de
capim-pé-de-galinha foi reduzida


Arquivo:

2017_09_0704346.pdf



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